E o chiclete sem açúcar? É liberado?

 

 Em dietas restritivas, vemos o uso frequente de chicletes sem açúcar como meio de “enganar” a fome. São muito consumidos pois tem pouquíssima quantidade de calorias.

Mas será que devemos levar em conta só as calorias na hora de consumir um produto? Já posso afirmar sem nem dar argumentos que NÃO. Inclusive as calorias são o que menos importam.

                Sem entrar no mérito nutricional do produto, mascar chiclete por longas horas e em vários períodos do dia pode provocar gastrite em alguns indivíduos, já que induz a produção de ácido pelo estômago. Além disso, quando se masca chiclete, pode se engolir ar, produzindo gases que causam desconforto e distensão gástrica.

Do ponto de vista nutricional, mascar chiclete frequentemente não é indicado pois esse produto contém edulcorantes artificiais, além dos conservantes, estabilizantes e corantes, compostos esses presentes na maioria dos produtos industrializados.

Se analisarmos a tabela nutricional de um chiclete famoso, encontramos os seguintes ingredientes: Goma base, edulcorantes naturais: sorbitol, manitol. Umectantes: glicerina, triacetina. Aromatizantes: estabilizante lecitina de soja. Edulcorantes artificiais: aspartame, acesulfame k. Corantes artificiais: tartazina e azul brilhante.

Os adoçantes artificias podem prejudicar o eixo fome-saciedade do nosso organismo. Isso porque, ao serem ingeridos, não ativam a insulina, e o “aviso” para o corpo de que existe energia disponível fica prejudicado. Isso pode causar compulsões e fome de maneira mais rápida.

Além disso, em especial o Aspartame, tem sido alvo de muitas críticas, pois seus malefícios vem sendo comprovados e sua indicação cada vez menos utilizada.

O Aspartame é encontrado não só em chicletes, como em qualquer produto de baixa caloria que não contenha açúcar em sua composição: iogurtes, refrigerantes, cookies, doces dietéticos e sobremesas congeladas.

Seu consumo pode gerar: esclerose múltipla, perda de memória, problemas hormonais, epilepsia, Parkinson e Alzheimer, além de demência e lesões cerebrais.

Isso significa que ao comer um chiclete essas doenças se desenvolverão? NÃO. Esse consumo deve ser significativo e a longo prazo, mas se pudermos evitar de ingerir alimentos com essa substância, com certeza estaremos preservando nossa saúde.

E como sempre: moderação em TUDO! Se a sua dieta for bem planejada, você não precisará de estratégias como essa.

 

Nutricionista Carolina Horcajo Agostinetti CRN3:37.853

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